Adido da Itália visita CI e ressalta possibilidade de cooperação científica

março 24, 2017

As universidades da Itália receberam mais de quatro mil estudantes brasileiros durante a vigência do Programa Ciência sem Fronteiras e os laços de cooperação entre os dois países se consolidam e se expandem em diversas áreas do conhecimento. A avaliação é do adido cientifico da Embaixada da Itália em Brasília, Roberto Bruno, ao ser recebido, na tarde de quinta-feira, 23, pela comunidade acadêmica do Centro de Informática (CI) da UFPB.

O adido científico e professor da Universidade de Bolonha veio ao CI para realizar palestra sobre “Geoestatística ambiental” , às 15h30, no auditório do centro, e também para um encontro com a direção da unidade de ensino, visando discutir possibilidades de intercâmbio técnico e científico entre estudantes e professores do CI e pesquisadores de universidades italianas.

Na UFPB, Roberto Bruno cumpre uma agenda de dois dias, que inclui um encontro com a reitora Margareth Diniz, nesta sexta-feira, 24, às 9h, seguido pela realização de um debate, às 10h, no auditório da Reitoria, com a comunidade universitária, sobre “A política de cooperação acadêmica e científica da Itália no Brasil”.

Há um ano e meio integrando o corpo diplomático da embaixada, Roberto Bruno ressaltou que no plano nacional há um grande potencial a ser explorado no que se refere ao aprofundamento das relações comerciais entre os dois países e também entre instituições de ensino e pesquisa.

Ele revelou que em levantamento sobre acordos bilaterais, com foco em estudos e pesquisas entre universidades, constatou-se que a embaixada não tem o registro de todas as relações de cooperação estabelecidas. Ele disse que reconhece e defende a autonomia das universidades, mas frisou que a embaixada necessita de uma notificação desses acordos para que tenha um conhecimento sobre a dimensão das relações que estão sendo construídas entre universidades do Brasil e Itália.

Com essa finalidade, Roberto Bruno informou que solicitou ao Ministério das Relações Exteriores a realização de um acordo com a embaixada para que os pesquisadores brasileiros comuniquem as viagens de intercâmbio que realizarem para a Itália.

Sobre as áreas consideradas prioritárias para cooperação bilateral, ele disse que em 2015 um comitê misto técnico-científico definiu como preferenciais a astrofísica, tecnologia aeroespacial, biomédica, bioenergia, meio-ambiente, energias renováveis e outras tecnologias, campos nos quais a Itália tem expertise.

Ele destacou que há um esforço do governo italiano para incentivar a cooperação no domínio da tecnologia aeroespacial. Hoje, seis pesquisadores do curso de engenharia aeroespacial de Brasília são italianos. Outra iniciativa de consolidação dessa parceria foi a realização, em novembro, segundo informou, de um workshop com a Agência Espacial Brasileira para debater políticas em favor de projetos em comum nessa área.

As duas nações estão discutindo a utilização pelo Brasil de uma constelação de satélites de pequeno porte, fabricados na Itália. Esses satélites teriam aplicabilidade no monitoramento de tráfego e de fronteiras.

FONTE: Assessoria de Comunicação do CI