Prefeitura confirma para setembro o início das obras de pavimentação de vias de acesso ao campus de Mangabeira

agosto 23, 2018

Reitora se reúne com comunidade acadêmica e informa andamento de obras e ações cobradas pelos estudantes em recentes protestos

 

Depois de um longo período de protestos estudantis e de gestões da UFPB solicitando a pavimentação da avenida dos Escoteiros, a estrada esburacada que dá acesso ao campus de Mangabeira, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) da Prefeitura de João Pessoa anunciou, na quarta-feira, 22, que as obras serão iniciadas ainda no mês de setembro. A Prefeitura também estenderá a pavimentação a um trecho da Rua Professor José Maria Barbosa Gomes, que fica na parte alta do entorno da universidade.

A garantia foi feita pelo diretor de Obras da Seinfra, Bernar Braga, e pelo Engenheiro da Pasta, Breno Santos, em reunião, na tarde de quarta-feira, no Centro de Informática (CI), com a reitora Margareth Diniz e equipe.

Participaram do encontro o diretor do Centro de Informática (CI), Hamilton Soares; o vice-diretor, Lucídio Cabral; o prefeito universitário, João Marcelo; o chefe de Gabinete Barroso e o diretor do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional (CTDR), Marcelino Oliveira.

Os representantes da Seinfra informaram que durante as obras será necessária a interdição da passagem de veículos, mas que a Secretaria de Mobilidade Urbana do município, a Semob, tomará providências no sentido de informar à comunidade universitária e aos moradores da área sobre o desvio por onde os carros deverão trafegar .

A nova logística de circulação de pedestres e de carros será discutida com a administração da unidade acadêmica e a população será orientada com antecedência. O acesso de veículos ao campus será feito em outro portão, que será aberto no lado oposto à entrada pela avenida dos Escoteiros.

 

AÇÕES DA REITORIA X DEMANDAS ESTUDANTIS

A falta de infraestrutura no acesso ao campus, por onde circula uma comunidade de cerca de 1.500 pessoas, é apenas uma das demandas da pauta dos estudantes e que gerou uma onda de protestos, nas últimas semanas, pela falta de respostas efetivas da Prefeitura, Secretaria de Segurança Pública e da Reitoria da UFPB.

O aumento da violência na área externa ao campus, com o registro de seis assaltos a estudantes, em quatro dias, é outro problema que demandava ações da Policia Militar e da gestão universitária.

Após o acerto com a equipe da Seinfra, a reitora e equipe mantiveram encontro com a comunidade universitária,em uma das salas do prédio do CI, para informar uma série de providências já tomadas, desde a semana passada, dentre elas o aumento das rondas policiais no entorno do campus, através da adoção de uma estratégia permanente de vigilância, conforme acordo realizado com o comando da Polícia Militar da região.

Outra medida anunciada e que já está sendo posta em prática é a construção de uma guarita para vigilantes em frente ao novo acesso de pedestres, na Rua Professor José Maria Barbosa Gomes . A vigilância, segundo a reitora, será constante, nesse local, de onde o segurança de plantão acompanhará o trajeto do estudante vindo da parada de ônibus até a chegada na UFPB e vice-versa. Essa nova entrada para pedestres foi uma das solicitações dos alunos, que estavam muito vulneráveis à ação de bandidos tendo de caminhar do ponto de ônibus até o portão principal de acesso, na Avenida dos Escoteiros.

O prefeito e a reitora também informaram sobre outras ações já encaminhadas, a exemplo de alguns refletores internos do campus, que passaram a projetar a luz para a parte exterior, melhorando a iluminação da área.

Os estudantes apresentaram novas reivindicações à Reitoria, que foram discutidas em audiência que tiveram, na segunda-feira passada, com o secretário de Segurança Pública do Estado, Cláudio Lima. Propuseram controle de entrada e saída de pessoas do campus e instalação de câmeras de monitoramento eletrônico.

Com o aumento das notificações de assaltos nos campi da UFPB, um grupo de whatsapp foi criado pela administração superior para receber denúncias de vítimas de violência ou para informar sobre pessoas de comportamento suspeito. O número, que permite linha direta com a polícia, é o 8172 2837.

Outra preocupação da comunidade é com a falta de acessibilidade. O prédio do CI tem três andares e foi inaugurado, há mais de três anos, sem dispor de elevador. A reitora informou que a sua gestão está realizando investigações para apurar porque a obra foi entregue sem o elevador se no projeto aprovado consta a inclusão desse equipamento de acessibilidade. Ela lembrou que essa obra foi autorizada e concluída na gestão que lhe antecedeu.

Os participantes também solicitaram à equipe de gestores da UFPB que busquem implementar no campus de Mangabeira um projeto paisagístico, envolvendo a comunidade no cultivo das espécies que forem plantadas. A área carece de jardins e de mais verde, principalmente de frutíferas e árvores frondosas. A direção do CI assumiu o compromisso de buscar apoio junto à Comissão de Gestão Ambiental da UFPB para viabilizar essa demanda.

Os estudantes que usam o transporte coletivo pediram a colocação de faixa de pedestre nas ruas de acesso ao campus e que a parada de ônibus seja transferida para a avenida dos Escoteiros, quando a pavimentação for concluída.

TEXTO E FOTOS: Madrilena Feitosa (Assessoria de Comunicação do CI)