Professora do CI relata projeto de inclusão social de mulheres em audiência no Senado

outubro 10, 2016

A professora Josilene Aires, do Centro de Informática (CI), relatou os avanços do projeto “Meninas na Computação” em audiência pública promovida, na ultima quinta-feira, 06, no Senado Federal, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e pelo projeto Pauta Feminina, da Procuradoria da Mulher do Senado. Josilene Aires e a professora Maria Eulina, do Nipam, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e as Relações de Sexo e Gênero da UFPB, foram convidadas para a audiência pela senadora Vanessa Graziottin (PC do B – AM).

Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza debate sobre: "O empoderamento de meninas". Em parceria com o projeto Pauta Feminina da Procuradoria da Mulher.  Participantes da audiêbcia pública posam para fotografia. Mesa (E/D):  oficial do Programa Cidadania dos Adolescentes da Unicef, Gabriela Mora;  gerente de Programas da ONU Mulheres no Brasil, Joana Chagas;  presidente eventual, senadora Regina Sousa (PT-PI);  diretora da Plan Internacional, Anette Trompeter;  coordenadora de Pesquisa do Instituto Promundo, Danielle Araújo. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A audiência, intitulada “Empoderamento das Meninas”, foi convocada com a finalidade de abordar as condições de vulnerabilidade às quais estão submetidas meninas adolescentes pobres e majoritariamente negras do Brasil. A reunião foi presidida pela senadora Regina Sousa (PT-PI) e teve como debatedoras representantes da ONU Mulheres, Unicef, a PLAN Internacional e o Instituto Promundo.

Encerrada a audiência, as professoras Josilene Aires e Maria Eulina foram recebidas pela senadora Vanessa Graziottin, em seu gabinete, ocasião em que falaram sobre a importância da educação no processo de empoderamento de meninas adolescentes.

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Durante sua participação na audiência pública, Josilene Aires relatou as motivações que levaram à criação, há cerca de quatro anos, do projeto “Meninas na Computação”, que promove inclusão social e empodera meninas adolescentes de escolas públicas de João Pessoa, possibilitando o acesso a informações sobre o universo das Ciências da Computação ainda no ensino médio.

Segundo Josilene Aires, os cursos da área de Computação da UFPB registram um baixo índice de matrículas de mulheres, fato que demandava uma intervenção da universidade, visando explicitar as razões dessa ausência e buscar meios para promover a inserção de meninas em um universo tradicionalmente ocupado por homens.

Conforme observou, as mulheres representam apenas 13% dos alunos matriculados no bacharelado em Ciências da Computação (UFPB), enquanto na Engenharia da Computação (UFPB) esse índice é de 17%. Com o projeto, a professora e equipe auxiliam as adolescentes a entenderem que podem entrar nesse mercado.

CDH - Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa

De acordo com estatísticas oficiais, as mulheres no Brasil já estudam mais anos e tiram notas melhores que os homens na escola. “Nada justifica, portanto, que ocupem posições inferiores no mercado de trabalho e não cresçam na carreira”, disse Josilene Aires, em entrevista à Agência Senado. Veja no link: Machismo leva o Brasil ao topo do ranking dos países com mais casamentos de adolescentes

Dados divulgados pela organização Plan Internacional revelam que adolescentes entre 13 e 18 anos estão mais vulneráveis ao assédio, abuso e exploração sexual. Em entrevista à Rádio Senado, a senadora Regina Sousa disse que o empoderamento feminino passa pela discussão sobre gênero na escola. Mais informações no link: CDH e Procuradoria da Mulher discutem vulnerabilidades das meninas pobres

Veja também em notícia da Ascom-CI, no portal da UFPB.

FONTE: Assessoria de Comunicação do CI