Reitora promete concluir este ano obras do CI, em Mangabeira.

março 17, 2014

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Alunos utilizarão salas de aulas de outros Centros até conclusão de obras.

 

Um acordo entre a direção do Centro de Informática (CI) e a Reitoria da UFPB pode evitar a suspensão das aulas no CI por falta de salas de aula e laboratórios, a partir de 14 de abril, quando começa o semestre 2014.1.  Em reunião, na última sexta-feira, com o diretor do CI, Guido Lemos, coordenadores de cursos, chefes de departamentos e estudantes do Centro, a reitora Margareth Diniz  assumiu o compromisso de liberar recursos que possibilitem a execução das obras complementares do prédio do CI, na unidade de Mangabeira, que estão paradas, há mais de um ano, inviabilizando a transferência dos cursos do CI para a nova área, que terá mais espaço e estará melhor equipada para atender às demandas da comunidade acadêmica.

O encontro com a reitora foi solicitado depois que o diretor Guido Lemos anunciou, em reunião do Conselho Universitário (Consuni), dia 25 de fevereiro, a decisão tomada pelo Conselho do Centro de Informática, de suspender as aulas, no próximo período letivo, até que sejam oferecidas condições adequadas de funcionamento para os cursos do CI, cujas atividades de ensino, pesquisa e extensão estão sendo prejudicadas por falta de espaço físico.

Durante a reunião, que contou também com a participação da equipe de pró-reitores da instituição, Margareth Diniz garantiu a liberação de recursos da ordem de R$ 172 mil para obras e serviços mais emergenciais que permitam a transferência do Centro para a unidade acadêmica de Mangabeira, até o final  deste ano. Esse montante será empregado no investimento em obras do sistema de esgotamento sanitário,  construção de calçadas de contorno, rampas de acessibilidade, malha de aterramento do quadro de entrada de energia, projeto elétrico de iluminação do subsolo, sistema de proteção contra descargas atmosféricas, projeto e instalações de combate a incêndio necessários para viabilizar o uso do prédio construído em Mangabeira. Estas são as principais reivindicações da comunidade do CI, registradas em processos, cuja tramitação vem se arrastando há vários meses.

Outro importante acordo estabelecido, na ocasião, foi a garantia de que os alunos do CI poderão utilizar salas de aulas em outros centros do campus I, já no próximo semestre, até que a nova unidade ofereça as mínimas condições de funcionamento.  A pró-reitora de Graduação, Ariane Sá, presente à reunião, disse que se reunirá com os coordenadores dos cursos de graduação e pós-graduação do CI para, juntos, encontrarem uma solução para acomodar alunos e professores.

Além das providências agendadas para atendimento a essas solicitações, a reitora, o prefeito Sérgio Alonso e o vice-prefeito Sebastião Vitorino também assumiram o compromisso de somar esforços no sentido de atender outras reivindicações da pauta, como a urbanização da unidade acadêmica de Mangabeira (cantinas, estacionamento, iluminação, praça), além de transporte público e alimentação para estudantes que irão frequentar a nova unidade.

Um cronograma de reuniões foi estabelecido para que a comunidade do CI acompanhe as etapas de cumprimento dessas solicitações. Nesta quarta-feira, 19, uma equipe da Prefeitura irá a Mangabeira, juntamente com assessores do CI, para uma vistoria na área destinada ao elevador de acessibilidade. Dia 03 de abril, 15h, uma nova reunião com a reitora e representantes do CI será realizada, desta vez, para conhecimento e discussão sobre o ritmo das obras e serviços.

O diretor Guido Lemos, disse que, embora criado em 2011, o Centro está numa fase de grande expansão e conta, hoje, com três cursos de graduação, dois de pós-graduação, em nível de mestrado, e aguarda resultado de proposta de criação de curso de doutorado interdisciplinar. O CI tem 660 alunos matriculados na graduação e 120 alunos de pós-graduação, um corpo profissional de 60 professores, 15 funcionários e desponta como um segmento universitário de grande relevância para o desenvolvimento regional e nacional, tendo em vista o perfil do seu alunado e professores, que têm obtido reconhecimento nacional e internacional com suas pesquisas e contribuição para o campo da ciência.

Guido avaliou que o atraso na conclusão das obras e serviços, motivado pela demora na contratação das obras complementares, no âmbito da UFPB, poderá causar perdas irreparáveis às atividades laboratoriais e de ensino do CI, que dispõe, hoje, de instalações precárias para funcionar. Para citar um exemplo do déficit de salas de aula, ele citou o curso de graduação em Ciência da Computação, cuja coordenação não sabe ainda em quais salas de aula irá disponibilizar 40 horários de disciplinas agendadas para o próximo semestre. A crise de falta de espaço no CI já está prejudicando o funcionamento do curso de pós-graduação em Modelagem Matemática e Computacional, que adiou o processo seletivo da sua primeira turma para o semestre 2014.2.

Todos os segmentos do CI estiveram representados na reunião com a direção central da UFPB. O diretor, Guido Lemos; a vice-diretora do CI, Valéria Soares; Alexandre Duarte, chefe do Departamento de Sistemas de Computação; Alisson Brito, coordenador do curso de pós-graduação em Informática; Daniela Batista, coordenadora do curso de graduação em Ciência da Computação; Roberto Quirino, coordenador do curso de pós-graduação em Modelagem Matemática e Computacional; Moisés Dantas, coordenador do curso de graduação em Matemática Computacional. A comunidade discente esteve representada por Rafael Nóbrega, do Centro Acadêmico(CA) de Ciências da Computação;  Maria Meirelly, do CA de Matemática Computacional, e Gustavo Henrique, do CA de Engenharia de Computação.

Madrilena Feitosa. Assessoria de Imprensa do CI.(madrilena@lavid.ufpb.br)

17/03/2014